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sábado, 19 de março de 2016

"Cássia Eller - O Musical"


Se tem uma peça que todos DEVEM ASSISTIR, ela se chama "Cássia Eller - O Musical". E não digo isso só porque gosto muito das músicas e escutei muito quando era mais nova. Desde 2014 está sendo encenada a trajetória de uma das nossas mais importantes e poderosas vozes. O espetáculo tem direção de João Fonseca ("Tim Maia", Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz", "Rock In Rio - O Musical", "o Grande Circo Místico") e Viniciús Arneiro, direção musical de Lan Lanh (percussionista de Cássia Eller desde o disco "Veneno Antimonotonia" de 1996 e grande amiga da cantora) e texto de Patrícia Andrade.



Fechando a "trilogia" do diretor ("Tim Maia" e "Cazuza"), a peça tem um ar mais simples e intimista. Os 120 minutos de espetáculo são preenchidos com momentos pessoais e da carreira da cantora, de forma cronológica, desde seus 18 anos até sua morte, em 2001. Não existe um cenário propriamente dito, todas as ações são desenvolvidas apenas com cadeiras, que são movidas pelos próprios atores. No palco também fica a banda que, com arranjos fieis aos originais, acompanha a atriz principal Tacy de Campos nas 25 músicas do espetáculo. Entre elas estão: "Lanterna dos Afogados", "Flor do Sol", "Top Top", "Por Enquanto", "1º de Julho", "ECT", "All Star", "O Segundo Sol" e muitas outras.



A peça é estrelada por Eline Porto (que interpreta Maria Eugênia, mulher de Cássia), Emerson Espíndola (Nando Reis), Thainá Gallo (Lan Lanh), Evelyn Castro, Jandir Ferrari, Jana Figarella e é claro, Tacy de Campos, que interpreta, revive, nos emociona e nos envolve no papel de Cássia Eller.



Desbancando mais de 1.000 candidatas, a cantora curitibana Tacy de Campos emocionou a todos da banca ao cantar "Por Enquanto" nos testes. As semelhanças entre as duas são inegáveis: a pura timidez e voz marcante nos chamam a atenção logo nas primeiras notas da peça. Somos levados ao passado e transportados para um show de Cássia Eller.

Poucas peças me marcaram de uma forma indescritível na vida. Uma delas foi "O Despertar da Primavera", e agora "Cássia Eller - O Musical". Já assisti duas vezes, e iria muito mais. Vamos torcer para voltar para o Rio em uma temporada popular, quem sabe.


A peça fica em cartaz só até o final de semana que vem (uma pena), 27/03/2016. Os horários são: quintas e sextas (21h00), sábados (17:30h e 21h) e domingos (20h). A peça está no Teatro do Leblon, na Rua Conde Bernardote, 26 - Leblon, Rio de Janeiro - RJ.


sábado, 17 de outubro de 2009

O Despertar da Primavera [Spring Awakening]



Fui ontem ver o musical “O Despertar da Primavera”. A peça foi a mesma que a da Broadway, “Spring Awakening”. A montagem daqui do Brasil ficou por conta da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, que na minha opinião, manda muito.. Sério, todos os musicais que eles fazem ganham tanto sucesso, tanta visibilidade…. Daí, como eu já "conhecia" esse musical por ter visto uma música no seriado "90210" (julguem) e ouvir minha amiga da faculdade falar, eu quis ir assistir… 

Me apaixonei! Uma história de amor, dúvidas, perguntas, problemas… Muitas questões do mundo dos jovens são mostradas de formas simples, mas ao mesmo tempo são polêmicas. Um pai abusar violenta e sexualmente das filhas, dois meninos nos anos de 1890 se gostarem, jovens descobrindo a sexualidade, ser reprovado no colégio (que naquela época era um sistema bem mais rigoroso que agora)… 

Mesmo tendo sido escrita em 1891, os problemas não se diferem dos de hoje em dia… Tudo bem que naquela época existia uma maior restrição e menor comunicação entre pais e filhos. O sistema escolar e familiar era autoritário, e os jovens só obedeciam, sem poderem contestar, sem poderem ter opiniões próprias. 

É esse gancho que faz com que a história tenha o final que tem. O primeiro ato é sobre esses jovens quererem liberdade pra se expressar, pra fazer aquilo que eles tem vontade, e não o que seus pais querem. Também querem descobrir o mundo, sair da fase de criança. A busca da sexualidade, a primeira vez é... tudo é um tabu. Não se podia conversar sobre isso. Os jovens eram desinformados. Os pais não falavam disso, não se podia fazer perguntas. 

O segundo ato é bem diferente. Enquanto o primeiro mostra como esses adolescentes sobrevivem na escola, nos grupos de amigos, se divertindo, esse mostra as consequências da falta de informação, do não suporte dado pelos pais, das duras críticas que os adolescentes recebiam quando erravam. 

O final é chocante (pra vários personagens), e com certeza me fez parar pra pensar na vida. Não vou deixar de falar que tem um fim triste (chorei de me acabar), mas é uma história muito bonita. Quero muito e vou ver de novo, agora prestando mais atenção nos detalhes (atualizando: vi 6 vezes). 


/Gabi