terça-feira, 15 de novembro de 2016

Lançamento: "A Química", Stephenie Meyer (Editora Intrínseca)

Acabou a espera para o novo romance da escritora Stephenie Meyer. Depois de 6 anos sem um novo livro, a escritora aclamada por "Crepúsculo" lança "A Química".

Um pouco da história:

Uma ex-agente especial fugindo de seus antigos empregadores precisa aceitar um novo caso para limpar seu nome e salvar a própria vida. Ela trabalhava para o governo americano, mas poucas pessoas sabiam disso. Especialista em seu campo de atuação, era um dos segredos mais bem guardados de uma agência tão clandestina que nem sequer tinha nome. E quando perceberam que ela poderia ser um problema, passam a persegui-la. A única pessoa em quem ela confiava foi assassinada. Ela sabe demais, e eles a querem morta. Agora ela raramente fica em um mesmo lugar ou usa o mesmo nome por muito tempo. Até que um antigo mentor lhe oferece uma saída — uma oportunidade de deixar de ser o alvo da vez. Será preciso aceitar um último trabalho, e a única informação que ela recebe a esse respeito só torna sua situação ainda mais perigosa. Ela decide enfrentar a ameaça e se prepara para a pior batalha de sua vida, mas uma paixão inesperada parece diminuir ainda mais suas chances de sobreviver. Enquanto vê suas escolhas se evaporarem rapidamente, ela vai usar seus talentos como nunca imaginou.

Uma trama repleta de tensão, na qual Meyer cria uma heroína poderosa e fascinante, com habilidades diferentes de todas as outras, e prova mais uma vez por que seus livros estão entre os mais vendidos do mundo.

Interessante, não? 

O lançamento é hoje, mas se você ainda não comprou o livro ou quer saber mais antes de garantir seu exemplar, leia AQUI um trecho da história.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

É hoje! Lançamento de "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada"!


A espera acabou! É hoje gente! É nesse Potterday e Halloween que será o lançamento em português do livro "Harry Portter e a Criança Amaldiçoada", uma nova história do bruxo mais amado depois de 9 anos. Eu já garanti o meu na pré-venda, e estou muito ansiosa para ele chegar aqui em casa. 

Resuminho:
sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.


Apesar da festa que esse lançamento está sendo, a versão original do livro em inglês já está sendo vendida aqui no Brasil há algum tempo. Vocês já leram? Contem pra gente o que acharam!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

"Os Filhos dos Imortais - A Herança do Novo Mundo", Wallace Cavalcante

O post de hoje é da tag #novosautores, aquela galera que não tem espaço na mídia para divulgar seus livros, escritores que estão surgindo etc. O post de hoje é sobre o livro "Os Filhos dos Imortais - A Herança do Novo Mundo", do autor Wallace Cavalcante. Vamos à sinopse do livro?

Depois da batalha dos quatro Grandes Reinos, uma terra criada por magia chamada de O Novo Mundo vive em paz depois do confronto que ficou conhecido como A Grande Guerra. No entanto, um antigo inimigo retorna. Aldoran Cajado Reluzente irá ajudar os reis do Novo Mundo a encontrar o antigo dragão Born, que tem o poder de controlar os elementos da natureza e pode dar vida aos poderosos guerreiros conhecidos como Elementares, homens nascidos da água, fogo, do vento, e da terra. Aldoran acredita que Born pode salvar o mundo do mal que se aproxima.

Para saber mais sobre o autor, é só ir na página do Facebook aqui!

O livro está disponível no site da Amazon. Só clicar AQUI.

sábado, 10 de setembro de 2016

Lançamento: "Ilustre Poesia", Pedro Gabriel (Editora Intrínseca)


O novo livro do escritor Pedro Gabriel ("Eu me chamo Antônio") vem aí. E a Editoria Intrínseca fará um evento de lançamento aqui no Rio de Janeiro. 

Sobre o novo livro, "Ilustre Poesia":

Antônio é um personagem de um romance que ainda está para ser escrito e que, entre um chope e outro, despeja frases e desenhos em guardanapos no bar que frequenta. Desta vez, Antônio procura escapulir do confinamento nos quadradinhos de papel dos guardanapos e ganhar a liberdade. Ao mesmo tempo, Pedro Gabriel explora galáxias, as profundezas do mar e os confins da terra em textos de prosa poética que podem ser lidos como uma espécie de correspondência com o personagem. O senso de humor, a irreverência e o gosto pelos trocadilhos são compartilhados pelo personagem e seu poeta.

A relação entre Pedro Gabriel e Antônio começou há quatro anos no balcão do Café Lamas, um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro. Pedro costumava passar as noites tomando chope e escrevendo em guardanapos com caneta hidrográfica. Um belo dia, ocorreu-lhe a ideia de fotografar suas criações e compartilhá-las no Facebook. O sucesso foi imediato. Em poucos meses, ele havia se transformado numa verdadeira celebridade da internet.

Pedro Gabriel é autor da página "Eu me chamo Antônio", no Facebook e no Instagram, que reúne as divagações e os rabiscos de seu alter ego. Antônio pertence à ficção e conquistou mais de 1 milhão de seguidores na internet. Pedro, por sua vez, consolidou seu espaço na literatura com dois best-sellers: "Eu me chamo Antônio" (2013) e "Segundo" (2014). Em "Ilustre Poesia", seu terceiro livro, fantasia e realidade colidem. Criador e criatura dialogam por meio de palavras e ilustrações.

O lançamento (só clicar) será no Café Lamas (R. Marquês de Abrantes, 18 - Flamengo - RJ).
Dia: 12/setembro
Horário: 19h

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Novo livro de Stephenie Meyer: The Chemist

Depois da Saga Crepúsculo, A Hospedeira e Vida e Morte, já estávamos na expectativa pra saber se a autora Stephenie Meyer lançaria mais um livro. E não é que ele veio de surpresa?

The Chemist é o primeiro livro inédito da autora em 6 anos, e será lançado pela Editora Intrínseca em 15 de novembro, juntamente com o lançamento nos Estados Unidos. 

Resuminho: o livro é um thriller de suspense sobre uma ex-agente do governo norte-americano. Ela é perseguida por seus antigos empregadores, e precisa aceitar trabalhar em um novo caso para não só limpar seu nome, mas também salvar a própria vida. Porém, em meio à pior batalha que já enfrentou, a heroína se apaixona por um homem que pode complicar mais ainda suas chances de sobrevivência. Enquanto vê suas escolhas diminuírem rapidamente, deve usar seus talentos de formas nunca imaginadas por ela.

Com um resumo desses, já estamos na expectativa pra ver a histórias nas telonas do cinema. 

Que venha novembro! 

sábado, 30 de julho de 2016

O Musical Mamonas (Resenha)


Mais um musical pra nossa lista do ano! 2016 tá que tá! E mais uma resenha aqui no blog. Fim de semana passado fui assistir a peça O Musical Mamonas, que conta a história da banda Mamonas Assassinas (anteriormente chamada de Utopia), formada em Guarulhos em 1990. Os Mamonas fizeram um sucesso absurdo no Brasil, com seu rock "cômico", que tinha influências também do sertanejo, pagode, reggae e o vira português. A banda gravou apenas um álbum em 1995, que levava o nome do grupo. Em 1996 um acidente aéreo causou grande comoção em todo o país, ocasionando a morte de todos os integrantes dos Mamonas.

Vamos à resenha.

O início da peça, até engrenar na história mesmo, é muito lento. Encontramos os Mamonas no céu, onde são chamados pelo anjo Gabriel para contarem a sua história, mas não sabem de que forma fazer isso. Essa parte demora um tempo, que faz com que o ritmo da peça se atrase um pouco. Passado esse início, começa a história de como os integrantes se conheceram e a relação de cada um deles com a música. A partir daí, o ritmo já deu uma melhorada e o público já começa a ficar mais envolvido. 

Por se tratar de uma banda que tinha uma pegada crítica mas em forma de comédia, a peça se deixa levar pelo tom de brincadeira quase que 80% do tempo. Isso pode ser legal por fazer a peça ser divertida e engraçada, mas acho que deveriam ter tomado cuidado com o tom e quantidade. Algumas piadas pareceram um pouco forçadas, não aparentavam para mim ter um tom natural, tudo estava caricato demais. Acho que um pouco mais de leveza poderia ter tornado mais engraçado, o que não aconteceu. 


Foram feitas muitas piadas com a própria peça e com a montagem de um teatro musical, o que chega a ser engraçado. Até certo ponto. Depois cansa e perde a graça. No 1° ato foram feitas muitas piadas assim, e eu até gostei, mas no 2° ato, que geralmente é uma parte da peça de mais seriedade, clímax e fechamento, achei desnecessário. Já tinha passado o timing e o momento era outro. 

Não pensem que eu só tenho coisas ruins para falar da peça, não não não. A peça tem momentos ótimo também, e são bem positivos!

Se tem uma coisa que o teatro brasileiro (musical ou não) está fazendo de forma impecável nos últimos tempos é a caracterização dos personagens. Principalmente quando se trata de personalidades reais. Pude comprovar isso nos musicais do Tim Maia, da Cássia Eller, da Rita Lee entre outros. Você vê a banda se apresentando na sua frente, você revive aqueles momentos. O figurino, a semelhança dos atores, as vozes... Tudo nos faz voltar no tempo e ver os Mamonas Assassinas. A escolha do elenco foi primorosa e afiada. Os papeis principais são interpretados por: Ruy Brissac (Dinho), Yudi Tamashiro (Bento), Elcio Bonazzi (Samuel), Arthur Ienzura (Sérgio) e Adriano Tunes (Júlio). Destaque para Ruy Brissac, obviamente, que faz um Dinho muito real, com toda a sua energia no palco e na vida, e as mudanças na voz são idênticas. 

Um ponto foi decisivo para mim na peça, e acho que foi o que me fez gostar mais ainda da montagem (além de, claro, ouvir todas as músicas e cantar junto com os atores). Apesar de todos os elementos negativos da peça, é um espetáculo muito divertido, animado, que nos conta sobre a banda (coisas que eu não sabia antes de ver a peça) e nos envolve com as músicas. Todos sabemos o fim trágico que a banda teve, que interrompeu seu sucesso do nada. Nada melhor e mais justo do que a peça ter um final condizente. 

A peça termina de forma simples, nos poupando de reviver aquela tragédia e aquele drama que passamos em 1996. A forma com que o espetáculo termina foi perfeita, não foi sobrecarregada, e foi rápida como arrancar um band-aid para que não doa. Um grande parabéns à equipe por um final tão simples e que nos disse muito.

Quem ainda não foi ver a peça, corre, porque esse é último final de semana!

Theatro NET Rio
Rua Siqueira Campos, 143 - Copacabana
Sábado às 17h00 e 21h00
Domingo às 19h00

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Tudo O Que Há Flora (Resenha)


Teatro pequeno, poucos lugares, um palco "alto" (os atores não ficam no chão chão mesmo), e somente quatro atores. É assim a peça Tudo O Que Há Flora, em cartaz até dia 24 de julho (domingo) no CCBB-RJ.

Com toda a certeza, a sinopse da peça não entrega muito, e até simplifica tudo que vai se passar no palco nos 60min de peça. Flora (Leila Savary), uma dona de casa delicada repete um ritual diário antes do almoço: desde uma meticulosa arrumação da mesa até o uso do mesmo laquê, à espera de seu marido Armando (Jorge Medina). De repente, dois homens (Thiago Marinho e Lucas Drummond) invadem seu apartamento. Muitas discussões e revelações acontecem em meio à tensão da futura chegada do marido, o que leva Flora a um reencontro com o passado, que ela luta para esquecer. 

Simples, não? Não. 


foto:  Paulo Henrique Costa Blanca
O espetáculo traz uma construção complexa e cheia de joguinhos que nos fazem tentar encaixar as coisas (eu sem muito sucesso por um bom tempo). A cada cena e diálogo a história vai se embaralhando e saindo de uma narrativa comum. O texto de Luiza Prado (roteirista - Vai Que Cola) merece destaque: ele não deixa que o espectador simplesmente assista à peça, mas faz com que o público descubra coisas novas a cada minuto. 


Peça aprovadíssima, muito interessante, e a forma com que ela trata um assunto trágico e triste de forma tão cômica é bem diferente. Só depois que saí da peça que pensei: "Nossa, que triste...", pois as partes de comédia não me deixaram ter esse sentimento na hora do espetáculo. Ao longo da peça vamos nos dando conta de que nada é o que aparece, até o clímax e desfecho, que são surpreendentes. 

Cenário e figurinos são personagens à parte que dão um toque divertido à produção, tirando (somado ao texto) o caráter sério. Muitas palmas também para o elenco, que leva o texto bem amarradinho na ponta da língua e nos mostra uma ótima integração. Uma ótima estreia para a a Nossa! Cia de Atores.

Mais sobre a peça no link abaixo:

terça-feira, 19 de julho de 2016

Truque de Mestre: O 2º Ato

Fomos assistir ao segundo filme da franquia, Truque de Mestre: O 2º Ato. Um resumo rápido da história pra quem não sabe do que estamos falando (o que eu duvido, mas vamos lá).

Depois de enganarem o FBI no primeiro filme, os cavaleiros Daniel Atlas (Jesse Eisenberg), Merritt McKinney (Woody Harrelson) e Jack Wilder (Dave Franco) estão foragidos, seguem as ordens de Dylan Rhodes (Mark Ruffalo), que ainda está no FBI para impedir os avanços na procura dos próprios cavaleiros. Paralelo a isso, o grupo planeja um novo ato: desmascarar um jovem gênio da informática (Daniel Radcliffe), cujo novo lançamento coleta dados pessoais dos usuários. Mas, durante a revelação da farsa, os próprios cavaleiros são vítimas de um contragolpe, vindo de um inimigo desconhecido.

Nada que fuja muito do que já era esperado.

O primeiro filme, claro, tinha toda uma proposta de "mágicos do bem" + "ladrão que rouba ladrão", que junto com truques que nos faziam pensar em como aquilo foi feito, tornava tudo mais interessante. Era tudo novo, tudo surpresa. Mas nesse segundo filme, o público já tinha expectativas por conhecer o "esquema" do primeiro filme, como ele foi levado.


Com muitas cenas de ação, o filme não me cativou tanto quanto o primeiro. Claro, os truques e aparições e jogadas de mestre entre os cavaleiros são maravilhosos, nos deixam de boca aberta, são surpreendentes... Mas nada que não tivéssemos visto no primeiro longa. As reviravoltas são interessantes e acontecem em momentos precisos, mas também, nada que não imaginássemos que aconteceria, já que a proposta não foge da anterior. 


quinta-feira, 23 de junho de 2016

"Tudo o que há Flora"



A solidão e a incomunicabilidade estão cada vez mais presentes no mundo contemporâneo, mesmo em tempos de internet e redes sociais. A partir dessas questões, a Nossa! Cia. de Atores, dá vida ao espetáculo "Tudo o que há Flora", que estreou semana passada aqui no RJ, e fica em cartaz por 1 mês.

A peça começou a ser idealizada há dois anos por 3 amigos atores desde os tempos em que eram do Tablado. Eles formaram em 2013 o grupo teatral Nossa! Cia de Atores.


"A ideia veio depois da leitura do conto Dora, Uma Mulher Sem Sorte, do meu avô, o jornalista Théo Drummond, em 2014. Foi ali que começamos a pensar nessas questões e na possibilidade de realizar um projeto a respeito", revela Lucas Drummond

Flora é uma dona de casa que cumpre um ritual diário enquanto espera o marido para o almoço. O que poderia ser a história de amor de um casal feliz, aos poucos revela um lado sombrio. Para contar essa história, os três pensaram em seguir uma linha tragicômica. Em um cenário despojado, com poucos elementos cênicos, entre eles 3 cadeiras e 3 buracos no chão, por onde os personagens entram e saem e que levam a um porão repleto de eletrodomésticos, Flora (Leila Savary) repete um ritual diário antes do almoço, que vai desde a meticulosa arrumação da mesa até o uso do mesmo laquê, à espera de Armando (Jorge Medina), quando dois homens (Lucas Drummond e Thiago Marinho) invadem seu apartamento. Discussões e revelações acontecem em meio à tensão gerada pela iminente chegada do marido, levando Flora a um inevitável e doloroso reencontro com o passado que ela luta, em vão, para esquecer.

"Queríamos falar sobre como as pessoas conversam, mas não se escutam e muitas vezes vivem em uma aparente normalidade que nunca existiu, tentando esconder a solidão e suas imperfeições", resume Leila Savary.

Tudo o que Há flora
foto: Paulo Henrique Costa Blanca
Luiza Prado, roteirista de duas temporadas do seriado "Vai Que Cola" (Multishow), foi convidada para escrever o roteiro: "Direcionar a experiência que tive ao escrever roteiros que exigiam uma sólida estrutura foi, de fato, um facilitador e um norte quando me deparei com as incontáveis possibilidades de explorar no universo teatral a incomunicabilidade humana e as dimensões de personagens extremamente solitários."

Sobre o elenco:

Leila Savary -
Iniciou seus estudos teatrais aos 7 anos. Em seguida, entrou para O Tablado onde estudou por 12 anos. Após um período nos EUA estudando cinema, voltou ao teatro com Daniel Herz na sua turma de atores. Formada em Rádio e TV pela UFRJ e UCSD, Leila já atuou em diversas peças de teatro - a mais recente "O Pena Carioca", fez participações em séries de TV, curtas-metragens e foi apresentadora.

Lucas Drummond -É ator e jornalista formado pela UFRJ. Iniciou seus estudos artísticos aos 11 anos, no Tablado, e aos 18 estreou profissionalmente no teatro com o musical "GYPSY", de Charles Moeller e Claudio Botelho. Desde então, participou dos espetáculos "Um Violinista no Telhado", "Xanadu" e "Shrek – O Musical". Atualmente, integra o elenco de "O Menino das Marchinhas – Braguinha para crianças", de Diego Morais.

Thiago Marinho -
Estudante do curso de Teatro da Universidade Cândido Mendes, iniciou seu envolvimento com os palcos aos 11 anos no Tablado, e participou de seu primeiro trabalho profissional: "O Dragão Verde". Entre seus últimos trabalhos estão "O Auto da Compadecida", "O Despertar da Primavera", "Beatles num Céu de Diamantes" e "Elis, A Musical".

Jorge Medina -
Gaúcho de Porto Alegre, foi integrante da Cia. Escola de Teatro. Cursou a turma da CAL - Casa de Cultura de Laranjeiras de 1998. Suas principais peças de teatro foram: "Êxtase, uma história de Romeu e Julieta" e "A Glória de Nelson e Otelo da Mangueira". No cinema atuou em "Assalto ao Banco Central".

Tudo o que Há Flora
foto: Paulo Henrique Costa Blanca
CCBB RJ – Teatro III
Rua Primeiro de Março, 66 - Centro
Horários: de quinta a domingo, às 19h30 (17 de junho a 24 de julho)

R$ 20,00 - inteira
R$ 10,00 - funcionários e clientes do BB, estudante, sênior acima de 60 anos, professor, PNE e usuários dos convênios Cartão Metrô recarregável, SESC, clube de assinantes O Globo, PUC e Clasp pagam meia-entrada, mediante apresentação de documento comprobatório.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

"Trono de Vidro", Sarah J. Maas (Galera Record)

Comprei o livro "Trono de Vidro", da autora Sarah J. Maas na última Bienal do Rio, mas só agora tive a oportunidade de realmente o pegar para ler. E preciso dizer a vocês que foi uma surpresa mais que agradável! Que leitura interessante e envolvente! Não houve nenhum momento em que pensei “Nossa. Isso tá parado. Não estou curtindo”. Não.

Agora, vamos ao que importa: "Trono de Vidro" é o primeiro livro da série homônima, que conta a história da assassina mais famosa de toda Adarlan, Celaena Sardothien. A jovem de apenas 18 anos caiu em uma emboscada e está cumprindo uma sentença na medonha Endovier, uma sombria e suja mina de sal. Porém, a sorte de Celaena muda ao ser presenteada com uma possível forma de evitar a morte. Caso ela aceite a proposta de Dorian Havillard, o príncipe herdeiro de Adarlan, ela irá representá-lo em uma competição onde terá que lutar com os outros 23 melhores guerreiros do reino.

O prêmio? Se Celaena ganhar, irá se tornará a campeã do rei e depois de 4 anos estará livre dos seus serviços e do seu passado. Seria uma oferta tentadora se o perverso rei que governa Adarlan, sentado em seu trono de vidro, não estivesse punindo impiedosamente os rebeldes, principalmente aqueles detentores de magia, coisa que é rara nos tempos atuais.

Ao aceitar a oferta, Celaena passa a morar no castelo sob os cuidados de Dorian e Chaol, capitão da guarda do rei. Enquanto o primeiro a provoca, o segundo a protege. O que Celaena não contava é que algo maligno e detentor de forças antigas e esquecidas vivesse no castelo, matando cada um dos competidores de formas terríveis. Quando a jovem percebe que pode ser a próxima a qualquer momento, se vê em uma batalha pela sobrevivência e a busca para desvendar a origem do mal. Antes que ele a destrua.

Camis Cunha

sábado, 11 de junho de 2016

"Casa de Bonecas"


Dica para esse final de semana: o texto clássico do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen com versão do diretor argentino Daniel Veronese, e considerado um dos mais importantes da cena teatral internacional contemporânea está em cartaz no Rio de Janeiro. 

A montagem é produzida pela Cia. Movimento Carioca de Teatro e está sendo protagonizada pelo casal de atores Miriam Freeland e Roberto Bomtempo. Também fazem parte do elenco  Anna Sant’Ana, Regina Sampaio e Leandro Baumgratz

Com uma releitura contemporânea que questiona e desafia as propostas do texto original escrito há mais de 120 anos, "Casa de Bonecas" é um drama familiar com o qual Ibsen intencionou mostrar o cotidiano de uma família burguesa da época. Porém, o autor questionou as convenções sociais do casamento e do papel da mulher na sociedade, provocando um choque no contexto social e comportamental do final do século XIX.

Na época, diante das tentativas de emancipação feminina, foi uma peça revolucionária, com grande repercussão entre feministas, causando grandes discussões em toda Europa. Houve censuras violentas lançadas contra a personagem principal, Nora, pois a época não perdoou seu abandono da casa e dos filhos.


Nessa montagem, o espetáculo ganha novo fôlego diante das atuais discussões sobre o feminismo. O diretor propõe um diálogo com o texto original, mas acentua questões para que a obra fique ainda mais provocativa e atual.

Os figurinos, a iluminação e a trilha sonora tem um ar minimalista, colocando os conflitos, os dramas e a relação familiar em destaque. Daniel Veronese aposta no encontro texto/ator/plateia, em um cenário que traz o público para “dentro da casa”, incluído nas discussões, risos, provocações, dores e emoções das personagens. 

A montagem fica em cartaz só mais esse fim de semana (até dia 12 de junho).

Centro Cultural da Justiça Federal – CCJF
Av. Rio Branco, 241 – Centro (em frente metrô Cinelândia)
R$ 40,00

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Lançamento: "Desvendando", Deoclécio Henrique Correia (A Estrebaria - Artes)

Sobre o livro:
As mulheres não escreveram a história da humanidade. Elas foram deixadas em segundo plano e foram subjugadas a aceitar-se como a causa de todos os males. É o que Jane, uma mulher empenhada em defender as causas femininas no mundo quer mostrar através do seu programa: "Desvendando". Joana e Lara são amigas, prestes a se separarem devido a uma mudança nos planos da família de Joana. Fãs do programa de Jane, decidem passar o pouco tempo que lhes resta juntas, assistindo ao programa. Mas o menino morto tem outros planos para Joana... Planos que revelarão algo que ela jamais poderia imaginar.

Sobre o autor:
Deoclécio Henrique Correia começou a escrever antes dos 15 anos. Influenciado pelos programas e filmes da televisão e romances policiais que lia, seus primeiros ensaios foram de humor, inventando personagens e um estilo bastante incomuns. Essa experiência trouxe leveza e clareza para escrever depois romances e obras mais filosóficas e com temáticas sobre as injustiças sociais e a natureza. "Quando escrevemos expomos o que somos, o que estamos pensando. E o que pensamos é importante? Pensar é mais importante do que agir e falar. Eu sei que escrever, para mim é como pensar. A única maneira de revelar quem realmente sou."


sexta-feira, 20 de maio de 2016

Entrevistando: Sweeney Todd - montagem da CAL


Fomos conferir a montagem da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) da peça "Sweeney Todd". Já conhecíamos o musical e a expectativa estava nas alturas. Aprovamos a montagem, está excelente: tanto a forma como a história é contada quanto as músicas. Entrevistamos o elenco da peça sobre a montagem e outras questões a respeito dos musicais no Brasil.

A ideia de fazer a montagem de "Sweeney Todd" foi da escola de teatro CAL ou partiu dos próprios alunos?
Vitor Louzada (assistente de direção, interpreta o Tobias): A ideia de fazer "Sweeney Todd", assim como todas as outras montagens do curso Mergulho no Musical, parte dos professores do próprio curso. O diretor Menelick de Carvalho e a supervisora geral Mirna Rubim analisam os alunos e decidem qual pode ser a melhor peça para o material humano que se tem. A montagem do musical é o terceiro módulo do curso Mergulho no Musical e somente os alunos que já passaram pelos cursos Livre e Avançado podem fazer a audição pra fazer a peça.

O que foi levado em conta no processo de fazer as versões das músicas? Como foi o processo de tradução e adaptação das letras?
Vitor Louzada: Versionar uma música, especialmente de teatro musical é um processo muito difícil e complicado, uma vez que no musical a música nada mais é do que texto, diálogo entre os personagens. Então tudo o que é dito é extremamente importante. Na hora de trazer para o português precisa se ater ao máximo ao sentido da peça, para se contar de fato aquela história. Além disso deve se preocupar com métrica (o número de sílabas e notas da música original), prosódia (as sílabas tônicas das palavras em português), a poesia da música (todas as figuras de linguagem como aliterações, jogos de palavras e metáforas) e logicamente as rimas. Se tratando de um musical de Stephen Sondheim isso se torna mais complicado porque ele é famoso por suas letras rápidas com muitos jogos de palavra e muitas rimas. As versões foram divididas entre Menelick de Carvalho o diretor da peça e eu.



Quais foram as inspirações para a montagem e composição dos personagens: as peças de teatro ou também foi levado em conta o filme dirigido por Tim Burton?

Natália Seiblitz (interpreta a Dona Lovett): O processo de criação de personagens foi feito após uma pesquisa dividida entre o elenco, que se transformou em um ciclo de seminários para todos, sobre: o período histórico da peça, as penny dreadfuls (publicação na qual surgiu a estória de Sweeney Todd), os “monstros vitorianos” (Jackie o Estripador, Frankenstein, Vampiros...), as peças de teatro e filmes produzidos sobre Sweeney Todd e o tema bastante polêmico presente na peça, canibalismo. Quando começamos o processo já havíamos passado por essa semana de imersão no universo da estória, que é extremamente rico e diverso. Então nos alimentamos e digerimos tudo o que encontramos sobre o assunto. É claro que as peças anteriores e filmes (incluindo o do Tim Burton) nos deram bastante material para construção dos personagens, mas creio que foi uma mistura de todo esse conhecimento e o mergulho nesse universo que proporcionou mais riqueza na criação dos personagens. Eu, particularmente, gosto de me apropriar de um universo e não de apenas uma obra para a criação do personagem. Pesquisei muitas imagens da época em que se passa a história, encontrei diversas possíveis “Dona Lovett”, os filmes também apresentam variáveis da personagem. Porém, há elementos na figura dessa mulher que estão presentes na maioria das adaptações que existem. Ela é uma mulher extremamente solitária (aliás, a solidão é um elemento muito forte nessa estória), carente (nunca foi verdadeiramente amada), tem um forte lado materno que nunca pode realizar, já sofreu muito na vida (como a grande maioria da classe trabalhadora da Londres Vitoriana) e cada dia para ela é uma batalha, que ela enfrenta sem medo, é matar ou morrer. Além disso, é uma mulher simples e prática, busca soluções para sobreviver dentro desse mundo. Há também constantemente a ligação dela com a imagem de “bruxa” na peça inteira, e o fato de ela morrer queimada com certeza não é por acaso, essa ligação nos faz pensar e refletir sobre os pontos de vista de cada um. Afinal, seria ela vilã ou apenas uma pessoa que por amar demais (sem retorno) e tentar sobreviver em um “mundo cão” acabou não medindo esforços e nem moralidades para tentar ser feliz.

Vocês acham que o público brasileiro de musicais ainda é muito restrito? 
Natália Seiblitz: Já avançamos bastante com relação a isso, mas com certeza ainda é bastante restrito. A maioria do público ainda é de "amantes de musicais" ou praticantes. Há sim um grande crescimento do interesse do público em geral por peças musicais, acredito que devido à propagação de peças musicais que vêm acontecendo durante os últimos anos. Mas ainda existe muito preconceito por parte da própria classe artística, de acharem que musical é "só um enlatado americano sem conteúdo artístico". Com certeza existem alguns que realmente são, mas, felizmente, quanto mais o teatro musical vem conquistando espaço, mais pesquisa e aprimoramento do estilo vão acontecendo e com isso a qualidade e a valorização da peça de teatro musical ganha um novo patamar. Espero que nos próximos anos essas barreiras de preconceito possam ser quebradas, afinal de contas, teatro é teatro, e se a música ou a dança podem ser elementos que agregam valor à história a ser contada, por que não usá-las?

Existe alguma previsão para a próxima montagem?
Vitor Louzada: No calendário do curso Mergulho no Musical geralmente a montagem acontece logo no início do ano, tendo audições em janeiro e ensaiando 4 meses para estrear em abril. Qualquer aluno que já tenha passado por um Mergulho no musical livre e um Mergulho no musical avançado pode se inscrever. Novas turmas livres intensivas (1 semana) abrem em todo período de férias. E a cada início de semestre abrem a turma livre de semestre (4 meses) e a turma avançada.

Se você gosta de musical, de suspense, romance, intrigas, não deixe de conferir a montagem da CAL. É só até esse final de semana, com mais 4 apresentações. E é de graça!

CAL - R. Rumânia, 44, Laranjeiras
Sábado e domingo, sessões às 16h e às 20h (as senhas serão distribuídas 1h antes).

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Novidades sobre a adaptação de "Extraordinário"

Extraordinário Livro
Confirmado! Jacob Tremblay ("O Quarto de Jack") e Julia Roberts ("Álbum de Família") darão vida aos personagens Auggie e Isabel Pullman, na adaptação para o cinema do livro "Extraordinário".
Atores Jacob Tremblay e Julia Roberts

A direção fica por conta de Stephen Chbosky ("Rent: Os Boêmios", "As Vantagens de Ser Invisível") e roteiro de Steve Conrad ("À Procura da Felicidade"). Mas a data de estreia ainda não está prevista.

"Extraordinário" é a história de um garoto, Auggie Pullman, que nasceu com uma deformidade no rosto e encara o desafio de ir para a escola pela primeira vez. Apesar de ser um livro muito comovente, a história é bem leve e descontraída, e nos encantamos por Auggie, que apesar das dificuldades causa um grande impacto na vida dos amigos, da família e dos leitores.

Agora é só aguardar mais novidades, porque já estamos ansiosos!

quinta-feira, 14 de abril de 2016

"Uma Pergunta Por Dia" (Intrínseca)

Quem trabalha e estuda (assim como eu), sabe como é ter um dia agitado e turbulento. Não é fácil acordar as 6h todo dia, sair às 7h30 pra faculdade e ficar lá até 13h, correr pra chegar no trabalho às 14h e almoçar correndo, sair dele às 20h (e ir pra academia alguns dias) e ainda ter que estudar pro dia seguinte. Ufa. Cansei só de lembrar tudo isso. Uma das coisas que me ajuda nessa correria é escrever: seja num "journal", palavras soltas pelos cadernos, frases de músicas, qualquer coisa. 

Uma dica de um livro que me ajuda a extravasar a correria do dia-a-dia é o "Uma Pergunta Por Dia". O livro nos convida a anotar, registrar, desabafar e refletir respostas para as mais variadas perguntas, desde as mais simples até as mais complexas.

Cada página é um dia do ano, dividida em cinco espaços para respostas, uma para cada ano (ao longo de, obviamente, cinco anos). Com o passar dos anos, vamos voltando às mesmas páginas e encontrando pensamentos de um, dois, três anos atrás.
 
É um ótimo exercício de reflexão e análise de quem já fomos e como mudamos com o passar do tempo. 

sexta-feira, 8 de abril de 2016

"Quando Você Chegar", Thaise Santos (A Estrebaria - Artes)

Hoje vou começar uma nova coluna aqui no blog dedicada a novos autores, pra galera que não tem tanto espaço na mídia pra divulgar seus trabalhos.
O post de hoje fica por conta da autora Thaise Santos, que publica seu livro "Quando Você Chegar", pela editora A Estrebaria - Artes.

Resumo:
Victória Ayres era uma moça simples, até encontrar o jovem perfumista Arthur Roux. Juntos eles ingressam em uma incrível história de amor, que pode ser abalada por segredos obscuros da família Roux. Neste romance repleto de intrigas e revelações, Victória descobrirá o mal que o método mais utilizado no mundo para evitar a gravidez pode causar, afinal como proteger-se, quando aquilo que te "protege", te mata? Poderá Victória sair ilesa de todas as ocasiões propícias para a sua morte? Poderá Arthur Roux protegê-la?


Sobre a autora:
Thaise Santos nasceu no bairro da Lapa, na cidade de São Paulo e sempre gostou de escrever. Atualmente mora com o marido Deoclécio e suas quatro cachorrinhas Lora, Faísca, Serena & Cherie.


(Book trailer)


sexta-feira, 1 de abril de 2016

"Wicked" (Brasil)



Posso me considerar a louca dos musicais: amo, assisto sempre que posso (seja filme ou quando viajo e vejo peças) e muitas vezes assisto mais de uma vez (vide "O Despertar da Primavera", 6x, "Beatles Num Céu de Diamantes, 3x, e "Cássia Eller - O Musical", 2x - pensando numa terceira ainda esse ano, quem sabe...). Resolvi ir pra São Paulo no feriado da Páscoa para assistir ao "Wicked" (ÓBVIO!). Já tinha visto duas vezes na Broadway em Nova York, e quando soube que ia ter uma produção brasileira, não pensei duas vezes e me organizei para viajar (não ia dar mole como fiz com "o Rei Leão", que não veio pro RJ e não assisti).

Com 5 produções pelo mundo (Nova York, Londres, Austrália, uma turnê pelo Reino Unido e outra nos EUA), foi a vez dos brasileiros terem a chance de se encantar com as bruxas Elphaba e Glinda. 

Pra você que não sabe do que se trata "Wicked" (coisa que eu duvido, mas vamos lá), aqui vai um resuminho:

  • "Muito antes de Dorothy chegar, duas outras garotas se conheceram na Terra de Oz. Elphaba, nascida com a pele cor verde-esmeralda, é esperta, ardente e incompreendida. Glinda é belíssima, ambiciosa e muito popular. Essa megaprodução, que faz rir e chorar, traz à tona os segredos que levam Elphaba a se tornar uma bruxa “má” e Glinda a ganhar a simpatia dos habitantes da Cidade das Esmeraldas. WICKED, por meio de números e performances surpreendentes, mostra que toda história tem diversos pontos de vista e que ser diferente faz de você alguém único e extraordinário."

Confesso que fui pra peça com o pé beeeeem atrás. Por ter assistido duas vezes a produção original na Broadway, rolou aquele medinho de a produção não estar bem feita, as versões das músicas não agradarem, algumas notas (vocês sabem do que estou falando... "Defying Gravity") não serem alcançadas. A bem da verdade é que quebrei feio minha cara. A produção está espetacular! Vamos aos elogios por partes:

Elphaba (Myra Ruiz) - nossa bruxa verde está no ponto. A atriz participou das produções de "Nine", "Fame", Shrek - O Musical" e "In The Heights". Estava morrendo de medo de "Defying Gravity" não ter as notas alcançadas. Minhas expectativas (que era bem altas) foram superadas: ela canta muito! Não deixou nada a desejar nem na interpretações e nem na voz. O figurino é lindo, a maquiagem, tudo está exatamente igual. 





Glinda (Fabi Bang) - nunca tinha visto nada com ela. A atriz fez "O Fantasma da Ópera", "A Família Addams", "Miss Saigon", "A Bela e a Fera", "Evita", "Cabaret" e "Kiss Me Kate". Só musical top né? Daí já pra ter uma ideia do talento que ela tem. E só me bateru o arrependimento de não ter visto seus trabalhos anteriores. Ela pegou todo o espírito da Glinda, o timing da comédia, está tudo no ponto exato. Dei boas risadas e me emocionei muito. E que voz! Fiquei surpresa!

Fiyero (Jonatas Faro / André Loddi) - também nunca tinha visto nada com o Jonatas Faro (em musicais, não na TV), só com o André Loddi (ahhh saudades do "Despertar da Primavera"). Estava bem receosa, mas confesso que gostei da atuação de Jonatas. Os dois atores revezam o papel do galã da peça, e a minha sessão foi com Faro (Loddi fez o Fiyero na sessão das 16h).

É óbvio que amei, que assistiria novamente, mas ir pra SP não é exatamente ir até a esquina: custa caro. E os ingressos não são os mais baratos. Então... Acho que ficarei com essa vez só mesmo. Quem sabe? 

A peça é encantadora, a produção está perfeita, me emocionei em todas (sim, eu disse todas) as músicas. As versões estão muito bem adaptadas, as piadas e trocadilhos também. A química entre os atores é inegável. A única coisa que falhou no dia que fui, foi logo na 1º ato, assim que começa a peça. Glinda entra no palco pela 1ª vez voando em uma bolha, e soube que na sessão anterior a minha, a bolha falhou e não deu tempo de consertar. Mas isso não impediu que a sessão fosse boa. Na verdade, a peça está tão incrível que só no final, quando a Elphaba faz uma piada sobre a bolha da Glinda que eu reparei que não tinha tido. Recomendo a todos! Se você não mora em São Paulo, de verdade, escolhe um feriado e vai! Porque valeu cada centavo que eu gastei.

A peça fica em cartaz até julho (de acordo com a simulações de venda no site da Ticket For Fun).

Ah, e claro que no final da peça eu esperei os atores pra tirar foto né? Eles são muito atenciosos, lindíssimos (Myra ainda estava com um pouco de maquiagem verde no rosto.. Um restinho de Elphaba pra mim), e simpáticos. 


Ah, e eu não ia perder a oportunidade de ter meu programa da peça assinado por eles né? (O programa de luxo ainda não está sendo vendido na lojinha do teatro).



Gabi Giglio

sábado, 19 de março de 2016

"Cássia Eller - O Musical"


Se tem uma peça que todos DEVEM ASSISTIR, ela se chama "Cássia Eller - O Musical". E não digo isso só porque gosto muito das músicas e escutei muito quando era mais nova. Desde 2014 está sendo encenada a trajetória de uma das nossas mais importantes e poderosas vozes. O espetáculo tem direção de João Fonseca ("Tim Maia", Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz", "Rock In Rio - O Musical", "o Grande Circo Místico") e Viniciús Arneiro, direção musical de Lan Lanh (percussionista de Cássia Eller desde o disco "Veneno Antimonotonia" de 1996 e grande amiga da cantora) e texto de Patrícia Andrade.



Fechando a "trilogia" do diretor ("Tim Maia" e "Cazuza"), a peça tem um ar mais simples e intimista. Os 120 minutos de espetáculo são preenchidos com momentos pessoais e da carreira da cantora, de forma cronológica, desde seus 18 anos até sua morte, em 2001. Não existe um cenário propriamente dito, todas as ações são desenvolvidas apenas com cadeiras, que são movidas pelos próprios atores. No palco também fica a banda que, com arranjos fieis aos originais, acompanha a atriz principal Tacy de Campos nas 25 músicas do espetáculo. Entre elas estão: "Lanterna dos Afogados", "Flor do Sol", "Top Top", "Por Enquanto", "1º de Julho", "ECT", "All Star", "O Segundo Sol" e muitas outras.



A peça é estrelada por Eline Porto (que interpreta Maria Eugênia, mulher de Cássia), Emerson Espíndola (Nando Reis), Thainá Gallo (Lan Lanh), Evelyn Castro, Jandir Ferrari, Jana Figarella e é claro, Tacy de Campos, que interpreta, revive, nos emociona e nos envolve no papel de Cássia Eller.



Desbancando mais de 1.000 candidatas, a cantora curitibana Tacy de Campos emocionou a todos da banca ao cantar "Por Enquanto" nos testes. As semelhanças entre as duas são inegáveis: a pura timidez e voz marcante nos chamam a atenção logo nas primeiras notas da peça. Somos levados ao passado e transportados para um show de Cássia Eller.

Poucas peças me marcaram de uma forma indescritível na vida. Uma delas foi "O Despertar da Primavera", e agora "Cássia Eller - O Musical". Já assisti duas vezes, e iria muito mais. Vamos torcer para voltar para o Rio em uma temporada popular, quem sabe.


A peça fica em cartaz só até o final de semana que vem (uma pena), 27/03/2016. Os horários são: quintas e sextas (21h00), sábados (17:30h e 21h) e domingos (20h). A peça está no Teatro do Leblon, na Rua Conde Bernardote, 26 - Leblon, Rio de Janeiro - RJ.